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Domingo, 2 de Novembro de 2008

História do Santuário de Nossa Senhora das Preces - II

I - A capela da Nossa Senhora das Necessidades: Parte 2

 

Frei Agostinho de Santa Maria no seu Santuário Mariano, narra o aparecimento de uma imagem de Nossa Senhora a uns pastores, mas diz que se não sabe o ano. Concluiremos daí que a inscrição é posterior a 1712 ano em que ele publicou a sua obra? Não, porque a inscrição podia já a esse tempo estar perdida no mato, como esteve muitos anos até ser descoberta e aproveitada pelo referido Mesário.

A inscrição não diz que apareceu uma imagem, mas sim que apareceu Nossa Senhora. Há muitos santuários que se ligam referencias semelhantes, mas este tem a testar o facto a valiosa inscrição, que a ser verdadeira, faz remontar o culto de Nossa Senhora das Preces à segunda metade do século XIV. Será, assim, um dos mais antigos Santuários da Beira.
E não admira que cedo ali se edificasse uma  ermida, pois o Colcurinho, pela sua elevada altitude e pela sua forma aguçada, sobressai por entre os montes vizinhos, avista-se de longe e de várias terras, ora dourado pelo sol poente, ora branquinho pelas neves nos dias mais frios de inverno, e assim toma aspectos de monte sagrado, bem próprio para nele se edificar uma ermida á Virgem Mãe de Deus, para que ali os devotos, afastados do mundo e mortificados da jornada, lhes erguessem fervorosas preces ou sentidas acções de graças.
Nas redondezas há outros cabeços ou picotos elevados como o picoto de Cebola, donde se avista a Beira Baixa, o picoto do Piodão . Mas nenhum apresenta, visto de longe, o perfil do Colcurinho, o monte sagrado da Beira. No topo do qual a Virgem mora desde meados da Idade Média.
Frei Agostinho de Santa Maria, com o exagero próprio de quem não subiu a escabrosa ladeira mas lhe ouviu narrar a fama, diz do Colcurinho: É esta serra tão alta que parece competir com as estrelas; Depois da inscrição referente ao aparecimento no alto do Colcurinho em 1371 o autor mais antigo que se refere ao facto e ao culto que se lhe seguiu é o citado Frei Agostinho. Vamos servir-nos dele para continuar a bela história do Santuário de Nossa Senhora das Preces.
Diz ele (a forma com que esta Senhora apareceu não conta) mas tem-se por tradição constante que foi a uns pastores porque a altura daquela serra só estes podem lá ir com o propósito de apascentarem os seus rebanhos.
Os pastores, tendo achado uma imagem, vieram dar a notícia ao pároco de Aldeia das Dez, que resolveu estar de acordo com os seus fregueses, e traze-la para a igreja paroquial, atendendo ao inacessível do monte onde ela tinha sido encontrada. Demos a palavra ao mesmo autor: “Porém na sua maior alegria se acharam frustrados porque como a Senhora queria ser venerada na mesma serra, primeira e segunda vez fugiu da igreja para o cimo do monte.”
Á vista de lhes significar naquelas fugas que a sua vontade era estar na no cimo da serra lá lhe edificaram pequenina ermida. Mas como não se podia lá ir, com facilidade a mudaram para outra que se lhe fez em  sitio mais largo e acompanhado, ainda que fosse na mesma serra, contando que o terreno fosse capaz; mas que ficasse mais fácil a todos a poderem visitar e venerar a Senhora.
Convém notar que a aparição de Nossa Senhora, referida na inscrição, pode não coincidir com o aparecimento de uma imagem a que se refere a tradição e o citado autor do Santuário Mariano. Podem ser dois factos distintos e distanciados no tempo. Ao aparecimento da Vigem seguir-se-ia a edificação duma capelinha.
Esta, com o andar do tempo e o inacessível do lugar, ter-se -ia desmoronado, e a imagem teria ficado perdida no meio dos escombros. Mais tarde teria sido encontrada pelos pastores, e teria, assim renascido o seu culto. Desta forma não há contradição alguma, nem sequer aparente, entre a narração da pedra e a narração do cronista.
 
publicado por vozdogoulinho às 19:21
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2 comentários:
De Anónimo a 3 de Novembro de 2008 às 21:23
através desta postagem sobre nossa senhora das preces envio um abração ao meu amigo Antonio Assução
e a toda a sua familia
e gentes do Goulinho que espero visitar um dia qualquer
mas sem ninguem saber
De ANTONIO ASSUNÇÃO a 4 de Novembro de 2008 às 08:58
Agradeço as suas simpaticas palavras em meu nome e de minha familia. Gostava de ter uma pista com quem estou a falar??
Antonio Assunção

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