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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

NOITE DE INVERNO

Chegou o Inverno, está frio, e a aldeia está coberta de neve, quase que em todas as casas, sai fumo das chaminés.

É sinal que há gente em casa, a fogueira está acesa , a aldeia é habitada maioritariamente por gente de idade avançada, não se pode sair á rua, os ossos ficam enregelados, mas há sempre quem tenha que o fazer por obrigação, tem que se dar de comer a quem tem fome

há quem tenha animais nos currais, cabra ou ovelha, coelhos ou galinhas , são seres vivos e por estar o tempo invernoso não podem deixar de ser alimentados.

Também se tem que ir á rua, buscar a lenha á loja, para fazer o reforço do canto da lenha, para queimar ao serão, que nesta altura do ano é grande, ás cinco da tarde já é noite.

Estas idas á rua, leva-nos a ter alguns cuidados, o chão torna-se escorregadio e é bom que se não dê nenhuma cambalhota, na rua o cheiro é a fumo, mas agradável nesta altura do ano.

 

A lareira serve para nos aquecer , e dar mais algum conforto á casa , e também se aproveita para fazer a comida , na panela de ferro de três pernas, a comida feita nestas panelas tem outro sabor, por ser feita com um calor mais lento, em relação á comida feita a gás.

Um caldo de couves, com mistura de feijão, com um naco de carne de porco, ou então um bom chouriço cá da terra, é de comer e chorar por mais.

O gato tareco, também se deita ao pé da fogueira, é tão friorento, que até já tem a ponta do rabo queimada, o ronronar do tareco até dá sono.

O silêncio da noite é quebrado, com o bater da neve nos vidros da janela, e daquele vento que vem lá da serra, que provoca um tal zunido, que mais parece um assobio.

 

O mais grave, é faltar a luz da EDP, o que normalmente acontece, sempre que chove, ou o vento sopra mais forte, e raramente é reposta com a rapidez desejada, o que devia de ser, porque nós pagamos, e se o não fizermos então ai é cortada de vez, mas como felizmente somos bons pagadores, exigimos que a EDP faça uma revisão ao ramal que nos abastece, porque algo de errado se deve de estar a passar.

 

Com a falta da energia eléctrica, o serão é desconfortante, a ceia é feita á luz da vela, não há TV, não há Rádio, voltamos á Idade Média, com falta de tudo isto, e só com o calor da fogueira, começa a chegar o José Pestana, (o sono) e somos forçados a ir mais cedo para o vale de lençóis, (cama). Até o relógio da capela, deixa de tocar as Avé-Marias , por falta de energia eléctrica, o relógio também é o companheiro das noites grandes de Inverno, é assim que se passam os dias e noites de Inverno, no meu GOULINHO

 

 

publicado por vozdogoulinho às 00:30
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2 comentários:
De Luis Antunes a 3 de Janeiro de 2011 às 21:27
Um retrato simples de muitas aldeias espalhadas pelos montes e vales deste nosso Paía
Mas não deixa d eser agradável sentir o calor do borralho nestas alturas mesmo má luz de uma candeia
Continuação d eum bom ano
um abraço
De Andesman a 11 de Janeiro de 2011 às 14:17
No Goulinho ou em Algares, os invernos são iguais.
Mas acredite meu amigo; eu já tenho saudades de um inverno desses: com neve, frio e uns momentos sem luz eléctrica para reviver os meus tempos de menino Talvez já no próximo inverno mate essas saudades.

Bom ano para si e familia e um abraço

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